Tudo começou quando o Museu A CASA entrou em contato com o ACNUR para propor um projeto em conjunto. Chegamos a conclusões e decisões que permitiam A CASA continuar com seus objetivos de incentivar e valorizar a produção artesanal. 

Fomos a Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, para conhecer os artesãos indígenas da etnia Warao e saber de sua longa viagem da região da Foz do Rio Orinoco, Venezuela, até o local de acolhida no Brasil.

A habilidade em executar técnicas artesanais com a palha de buriti (ojido) se tornou um conhecimento que as artesãs possuem e que já faz parte de sua existência. 

Este conhecimento se transforma em patrimônio cultural e, através dele, os artesãos expressam sua identidade.

No mundo atual, onde uma parcela da população se encontra em trânsito, incentivar sua produção cultural é um meio eficaz de oferecer uma forma digna de subsistir e espelhar sua identidade.

Renata Mellão – Diretora

Apoiadores

ACNUR – Criado em 1950 por resolução da Assembleia Geral da ONU, o ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) protege e ajuda refugiados e populações apátridas em todo o mundo. Por seu trabalho humanitário, recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981). Atualmente, a agência conta com quase 12 mil funcionários e está presente em cerca de 130 países. No Brasil, o ACNUR atua em cooperação com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e em coordenação com os governos federal, estaduais e municipais, a sociedade civil e o setor privado, atuando ativamente na resposta ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos.

UNFPA – O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência da ONU que trata de questões populacionais. No contexto de assistência humanitária, o Fundo de População da ONU promove a saúde sexual e reprodutiva, incluindo saúde materna e planejamento reprodutivo, e oferecendo resposta e prevenção à violência baseada em gênero.

Fraternidade – Fundada em 1987 e sediada em Carmo da Cachoeira (MG), a Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) é uma rede global de caráter filosófico, cultural, humanitário, ambiental e beneficente. Ao longo de 32 anos de existência, mais de 60 mil voluntários já aderiram aos esforços da FFHI pela propagação da paz. A entidade congrega 23 associações civis, nacionais e internacionais, com grupos coligados que atuam em 18 países. Entre suas principais atividades estão missões humanitárias em situações críticas em diversas regiões do mundo, como Brasil, Uruguai, Etiópia, Turquia, Quênia, Congo e Nepal.

Operação Acolhida – Em virtude da crise humanitária na Venezuela que tem causado a saída de parte de sua população para os países vizinhos, o Governo Brasileiro estabeleceu a Força-Tarefa Logística Humanitária, com o objetivo de coordenar a chegada e recepção de refugiados e migrantes. Por meio da Operação Acolhida, que reúne as Forças Armadas, agências do Sistema ONU no Brasil e entidades da sociedade civil organizada, ao entrar em solo brasileiro, os venezuelanos são cadastrados, vacinados e têm seus exames de saúde atualizados, além de receberem auxílio na obtenção da documentação necessária para permanecerem em situação legal no país.

União Europeia – A exposição “Ojidu – Árvore da Vida Warao” recebe o apoio financeiro da União Europeia que, em julho de 2018, estabeleceu junto ao ACNUR e o UNFPA um projeto para fortalecer a resposta aos venezuelanos e venezuelanas na região norte do Brasil. Com o objetivo de intensificar os esforços do governo brasileiro, as atividades desenvolvidas nesse contexto buscam oferecer proteção às populações em situação de vulnerabilidade, promover a convivência pacífica com a comunidade de acolhida e fomentar soluções de autonomia e integração. 

Os Warao

Os Warao (“Povo da Água” na língua nativa), grupo étnico constituído originalmente há mais de oito mil anos na região do delta do rio Orinoco, são hoje a segunda maior etnia da Venezuela com cerca de 49 mil pessoas. Subdividem-se em centenas de comunidades em uma região que se estende por quase todo o estado de Delta Amacuro, parte do estado de Monagas e de Sucre.

A partir do final de 2016, em decorrência dos problemas de desabastecimento de produtos básicos, da hiperinflação e do aumento da violência causados pela crise econômica e política que afeta o país, os Warao iniciaram um ciclo de mobilidade mais forte, agora, em dimensões transfronteiriças, vindo para o Brasil. Atualmente, registra-se a presença dessa população em diferentes cidades dos estados de Roraima, Amazonas e Pará e, há pouco tempo, em cidades da região Nordeste, nas capitais do Maranhão, Piauí e Ceará.

De acordo com os Warao, a palmeira de buriti é como se fosse uma mãe, ela proporciona tudo que necessitam. A yuruma, por exemplo, é uma espécie de farinha que se retira dos troncos das palmeiras sem frutos e faz parte da alimentação tradicional da etnia. Os troncos da árvore cortados pela metade servem para fazer o piso das moradias, chamadas de Janoko, este piso também é proprício para as danças e jogos específicos dos indígenas. Com os talos novos que nascem na palmeira, é possível fazer ferramentas que servem para a atividade pesqueira, além de toda essa presença já citada, a fibra feita com a palma do buriti é a base do artesanato Warao. A palmeira de buriti é, portanto, a grande benfeitora da etnia.

Ficha técnica

ACNUR – Agência da ONU para Refugiados 

Oficial de Informação Pública | Luiz Fernando Godinho

Oficial Assistente  de Campo | Sebastian Roa

Assessora de Relações Externas | Flavia Faria

Assistente Sênior de Soluções Duradouras | Marilia Cintra Correa

Assistente de Informação Pública | Allana Ferreira

Assistente de Campo | Lila Noli

Assistente de Campo | Juliana Tubini

UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas 

Oficial de Programa para Assistência Humanitária | Irina Bacci

Especialista em Direitos Humanos |Nathalia Campos

Estagiária afirmativa para assistência humanitária | Daniela Costa

Assistente de comunicação para Assistência Humanitária | Yare Perdomo

Chefe de Escritório em Roraima / Oficial de Projetos | Igo Martini

FFHI – Fraternidade – Federação Humanitária Internacional 

Coordenadora Geral da Missão Roraima | Clara 

Coordenador Operacional | Rafael Gama Corbetta 

Antropóloga | Julia Capdeville 

Coordenação do Projeto Artesanato indígena Nona Anonamo | Irmã Maria Auxiliadora

Assistente coordenação do Projeto Artesanato Indígena | Frei Supremo do Rei Jesus

Ficha técnica

Museu A CASA do objeto brasileiro

Direção | Renata Mellão

Coordenação |  Eliane Guglielme

Comunicação | Angelo Miguel

Financeiro | Tatiana Rodrigues da Silva

Administrativo |  Aline Monteiro

Design gráfico | Angelo Miguel

Manutenção |  Geane Sales

Exposição

Direção | Renata Mellão

Coordenação | Eliane Guglielme

Produção | Equipe Museu A CASA

Projeto Gráfico | Angelo Miguel

Fotografia Boa Vista, RR | Benjamin Mast 

Fotografia São Paulo, SP | Angelo Miguel 

Assessoria de Imprensa | Sofia Carvalhosa

Assessoria em comunicação | Lilian Ring

Vídeos

Realização | La Mochila Produções

Câmera e som | Adriana Duarte

Roteiros e produção | Zoë Dutka 

Pós-produção | Benjamin Mast 

Trilha sonora original | Fernando Millan e Benjamin Mast