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Exposição

A CASA AMA CARNAÚBA



A CASA AMA CARNAÚBA


Mostra “A Casa A AMA Carnaúba” é uma parceria entre a água AMA, da Cervejaria Ambev, e A CASA museu do objeto brasileiro; Projeto começou com o acesso à água em comunidades do semiárido e busca o desenvolvimento da região

São Paulo, agosto de 2018 – O talento de artesãs que trançam com maestria a palha de carnaúba, árvore nativa do semiárido, será apresentado na exposição “A Casa AMA Carnaúba”, a partir de 5 de setembro, em São Paulo. Bolsas, mesas, luminárias, pufes, cestos, tapetes e outros objetos exclusivos são feitos manualmente pelas moradoras do Vale do Jaguaribe, a cerca de 180 quilômetros de Fortaleza, Ceará. A exposição é uma parceria da “A CASA museu do objeto brasileiro” com AMA, água mineral da Cervejaria Ambev que investe todo seu lucro para levar água às famílias do semiárido e ajudar no desenvolvimento da região.

No início de 2018, AMA e A CASA começaram um trabalho de capacitação e inovação do artesanato feito com palha de carnaúba com cerca de 90 artesãs em Sítio Volta, Sítio Caiçara e Santa Luzia, além das cidades vizinhas Itaiçaba e Palhano. Sítio Volta e Sítio Caiçara, no município de Jaguaruana foram as primeiras comunidades atendidas por AMA. Por lá, a marca de água construiu poços profundos e sistemas de distribuição de água gerados por energia solar. No trabalho de capacitação, as artesãs aprenderam sobre processo de criação e precificação das peças e participaram de oficinas de trançado, tingimento e costura.

Antes, a seca típica do semiárido levava as famílias a caminharem até 6 horas por dia em busca de água. Com água limpa chegando em cada casa das comunidades, a realidade dos moradores começou a mudar e eles puderam dedicar seu tempo a atividades que geram renda, como o artesanato. “Primeiro, levamos água limpa e agora queremos ajudá-los a criar empregos, renda e a preservar a cultura nativa do trabalho com a carnaúba. A exposição é um exemplo do que é possível conquistar quando as pessoas têm o básico”, comemora Carla Crippa, diretora de sustentabilidade da Cervejaria Ambev e uma das idealizadoras de AMA.

A parceria com A CASA ajudou a aprimorar o artesanato típico do semiárido e garantir um valor agregado maior para as peças vendidas. Há mais de 20 anos o museu paulista promove o artesanato brasileiro com exposições e ações em diferentes comunidades, compartilha conhecimento e, principalmente, valoriza a diversidade de técnicas tradicionais encontradas em cada região do país. O museu convida designers de artesanato que trazem a produção artesanal tradicional para o contemporâneo, mas sem que haja alterações nas técnicas já dominadas pelo artesão.

O designer de artesanato Renato Imbroisi, que trabalha há 30 anos com comunidades, cooperativas e associações, assina a curadoria do projeto. A coordenação é de Eliane Guglieme e a supervisão de Renata Mellão, diretora geral d’A CASA. “O que mais me surpreendeu nesse projeto foi o envolvimento da comunidade e o potencial de transformação local que pudemos proporcionar a eles”, revela Renata. Desde o início do ano, o trio uniu-se às designers Liana Bloisi, Cristiana Pereira Barreto, Lui Lo Pumo e Tina Moura, e ao mestre-artesão João de Fibra. Nos últimos meses, o grupo trabalhou com as artesãs para que as peças fossem produzidas com novas cores, diferentes tipos de trançado, grafismos e maior variedade de produtos.

“Em alguns desses locais, as artesãs restringiam sua produção a chapéus e vassouras. A partir desse trabalho, em pouquíssimo tempo, elas se aperfeiçoaram e expandiram sua produção, multiplicando sua cartela de produtos e, consequentemente, seus retornos”, completa o curador Renato Imbroisi.

Com o trabalho nas cinco comunidades, o projeto proporcionou a troca de saberes e experiências entre os pequenos povoados. Cada uma delas ficou responsável por coleções específicas. Enquanto algumas produziram peças com a fibra natural para a fabricação de bolsas, mesas e bancos, outras especializaram-se na criação de cestos, de diferentes tamanhos e modelos. Já as artesãs de Itaiçaba e Palhano criaram produtos feitos com palha de carnaúba tingida: são luminárias, pufes, cestos, tapetes e esteiras de cores vivas. Todas as peças estarão à venda na exposição.

Todo o projeto, desde a capacitação das artesãs até os objetos da mostra, está registrado no livro A CASA AMA Carnaúba, que também estará disponível no museu.

A Carnaúba
A carnaúba é símbolo de resistência e longevidade. A árvore é nativa do bioma caatinga e consegue se adaptar ao clima semiárido da região por suas raízes profundas. Dela se aproveita tudo: folhas, tronco e raiz. Sua madeira é utilizada na construção de casas e algumas peças de marcenaria; suas raízes, segundo a cultura popular, tem propriedades medicinais.

Das folhas, além da palha que é utilizada para o artesanato, extrai-se a cera de carnaúba, matéria-prima utilizada na composição de produtos para polimento, lubrificantes, vernizes, tinturas e cosméticos. Esse tesouro nordestino é, ademais, sustentável: todos os possíveis processos de utilização de seus recursos não são agressivos ao meio ambiente e as árvores preservam o solo contra a erosão.

Sobre o museu
Há mais de 20 anos, A CASA museu do objeto brasileiro realiza projetos junto a comunidades e associações de artesãos de várias regiões do País. A instituição, que não possui fins lucrativos, tem como missão o reconhecimento, a valorização e o desenvolvimento da produção artesanal e do design brasileiro.
Com o objetivo de preservar a memória cultural desses ofícios e preservar técnicas únicas, o museu busca transmitir e multiplicar as tradições de cada região e, consequentemente, gerar rendas às comunidades.

Sobre AMA
AMA é parte do sonho da Cervejaria Ambev de unir as pessoas por um mundo melhor. No fim de 2015, o time de sustentabilidade da Ambev deu início à busca por um novo projeto para expandir seus programas de preservação e uso consciente de água. Depois de reunir diversas áreas da empresa e fazer uma parceria com o Yunus Corporate Action Tank, promovido pela Yunus Negócios Sociais, que estimula as empresas a pensarem em negócios que já nascem para resolver um problema social, surgiu a ideia de criar uma água engarrafada que tivesse 100% dos lucros investidos no acesso à água potável.

Com o lançamento da AMA em março de 2017, a cervejaria contribui para que o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU seja concretizado: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. De forma totalmente transparente, todas as etapas do projeto AMA são apresentados por meio de uma plataforma digital (www.aguaama.com.br) com todas as informações do produto, prestação de contas periódicas sobre o lucro obtido com as vendas, investimentos e andamento de cada projeto.

Serviço
A CASA AMA Carnaúba
Abertura: 5 de setembro de 2018, às 19h
Visitação: de 6 de setembro a 4 de novembro de 2018
Endereço: Avenida Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros, São Paulo, SP
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h30


Realização
A CASA museu do objeto brasileiro
Idealização e direção geral: Renata Mellão

Exposição A CASA AMA CARNAÚBA

Supervisão: Renata Mellão
Coordenação geral: Eliane Guglielme
Curadoria e direção artística: Renato Imbroisi
Designers de objetos: Maria Cristiana Pereira Barreto, Liana Bloisi, Maria Cristina Moura, Lui Lo Pumo
Consultoria técnica: João Gomes da Silva
Cenografia e Cenotecnia: Tina e Lui, LT Arquitetura; Icaro Hueza e Paula Lo Sardo, Autoraf Arte e Tecnologia; Coletivo Bijari
Produtor executivo: Angelo Miguel
Iluminação: Autoraf Arte e Tecnologia
Design gráfico: Agência Giungla - Seyey Cunioci
Captação de imagens em fotografia e vídeo: Kiko Ferrite, Murilo Blasich, Renata Ursaia
Edição de vídeo: Maria Kubrusly e Carlos Augusto Penélope
Trilha sonora: Caíto Marcondes
Textos: Maria Emilia Kubrusly
Revisão de textos: Karine Serezuella
Produção local: Raimundo Nonato Lima Batista
Assistente de produção: Maria Liana Lima Sobrinho
Consultor: José Magela da Silva
Sinalização e plotagens: Insign
Divulgação: a4&holofote comunicação
Administração: Tatiana Rodrigues da Silva e Aline Monteiro
Assessoria Jurídica: Olivieri - Consultoria Jurídica em Cultura e Entretenimento

Material cenográfico:

Distritos de Sítio Volta e Sítio Caiçara, Jaguaruana
Ana Cláudia da Silva Barbosa
Bruna Evangelista do Amaral
Carla Eduarda da Silva
Claudiane da Silva Barbosa
Geisa Batista Mendes da Silva
Maria Claudeniza Costa da Silva
Maria das Graças da Silva Sousa
Maria de Fátima da Silva
Maria de Fátima Santos Freitas
Maria do Rosário Santos Monteiro
Maria do Socorro de Lima Silva
Maria Idelzuíte Silva
Maria José dos Santos Lima
Soraia Ribeiro Monteiro Maia

Distrito de Santa Luzia, Jaguaruana

Francilda Katille Silveira Benício
Francisca Angelícia Costa da Silveira
Maria Albelania Silva Costa
Maria Alderlania do Amaral Costa
Maria Angelúcia da Costa
Maria Aparecida dos Santos
Maria das Graças Costa
Maria das Graças da Silva
Maria de Fátima Costa
Maria de Lurdes Senna da Silva
Maria Natália da Silva
Maria Zezilda Amaral da Silveira

Cidade de Itaiçaba

Ana Paula Mendes Araújo
Cerzina Ferreira da Silva
Daniele Chaves Oliveira
Edvânia Freitas de Lima
Francisca da Silva dos Santos
Francisca Maria de Castro Silva
Iracema Maria de Lima
Luiza Bezerra da Silva
Maria Alvani Bezerra
Maria Carmosita Barros Pinto
Maria das Graças Rodrigues de Moura Batista
Maria José Silva de Castro
Maria Neuza de Lima
Neidiele Alves
Regina Rodrigues dos Santos
Silvia Maria Oliveira

Cidade de Palhano

Aurineide Eufrásia de Sousa Araújo
Eusanira Ferreira de Souza
Evanilse Fernandes de Sousa
Francisca Coelho Barbosa Fonseca
Geíza Barbosa da Fonseca
Glaelbia Mayra Barbosa Costa
Maria das Graças da Silva Sousa
Maria do Socorro Pereira
Maria Izelia da Silva Alves
Maria Lucicláudia da Silva
Maria Lucicleide da Silva
Maria Lucilene da Silva Sousa
Maria Luiza Pereira de Oliveira
Maria Risoneide Silva Freitas
Maria Zuleide Baltazar da Silva
Marina Rocha Barbosa Castro
Raimunda Gomes de Lima
Sandra Helena Barreto